A cremação em Portugal foi um processo que se iniciou com debates e artigos de opinião, produzidos por grupos e individualidades dos sectores mais progressistas da sociedade de oitocentos, mas só na 1ª República, em 1912, teve início o processo de estabelecimento de um Crematório em Lisboa, no Cemitério do Alto de S. João.
Acabadas as obras de arquitectura do edifício, foi necessário esperar por Alfredo Guisado, vereador do Pelouro dos Cemitérios em 1925, para concretizar a compra do forno na Alemanha, sua instalação e ensino do correcto funcionamento. Alfredo Guisado foi um entusiástico apologista da cremação, chegando a propôr em Sessão de Câmara que fossem cremados os cadáveres destinados a vala comum.
A primeira cremação em Portugal aconteceu finalmente em 28 de Novembro de 1925. O crematório foi encerrado em 1936 e, em parte por pressão da comunidade Hindu, a Câmara Municipal de Lisboa reactivou-o em 1985.

São cada vez mais os portugueses que optam pela cremação (ver gráfico) No ano passado, só em Lisboa realizaram-se 3224 cremações, o que representa 37% dos funerais na capital.
Actualmente em Lisboa, verifica-se ausência de espaço para a inumação tradicional, não só porque a cidade cresce, mas também porque as exumações efectuadas não são suficientes para libertar o espaço para ocupações posteriores. A opção pela cremação, enquanto prática funerária, tornou-se uma alternativa em crescente expansão quanto ao destino dos restos mortais, quer se trate de cadáveres quer de ossadas.
Em Dezembro de 2002 entrou em funcionamento o forno crematório do Cemitério dos Olivais. A construção deste crematório, que visava responder à crescente procura desta prática, revelou-se poucos meses depois, insuficiente.
Futuros Crematórios Lumiar e Carnide
Fonte: Gestão Cemiterial de Lisboa.